Entrevista com Anna Torv de Fringe


 

A australiana Anna Torv, de 33 anos, não tem muito em comum com a personagem que interpreta em “Fringe”. Ao contrário da agente do FBI Olivia Dunham, que na trama é responsável pela investigação de fenômenos inexplicáveis, a atriz é uma mulher simples e bem-humorada. A série, sucesso na TV, acabou de entrar em sua quarta temporada no Brasil, exibida pelo Warner Channel às terças, às 22h. Em entrevista à Revista da TV, em Londres, Anna explica como ganhou o seu atual papel, conta como conheceu J.J. Abrams ( criador de “Lost”) e adianta alguns detalhes do novo ano do seriado.

Quais são as novidades da nova temporada?

ANNA TORV: É como um recomeço, mas eu não posso falar muito. Ainda estamos gravando. As coisas começarão a se encaixar, especialmente em relação à pergunta “Quando Peter Bishop (Joshua Jackson) vai aparecer?”. Os produtores, aliás, dizem que está será a temporada do Peter. E será também mais uma oportunidade de John Noble (que interpreta o cientista Walter Bishop, pai de Peter na história) e eu trabalharmos juntos.

Este não tem sido um dos melhores anos para a ficção científica na TV americana. Por que “Fringe” conseguiu sobreviver?

Eu acho que, em ficção científica, quanto mais distante você vai, mais tem que basear os personagens e seus relacionamentos no mundo real. Desde o início da série, a história central tem sido os conflitos entre pai e filho. Tendo algo assim, é possível levar o seriado a qualquer lugar. Mulheres que não gostam de assistir a monstros e fantasmas ficam felizes em ver um seriado sobre relacionamentos.

E você se interessa pela ciência por trás dos acontecimentos mostrados na trama?

A série mudou a minha visão sobre a ciência, a parte ética e moral dela. E neste último ano exploramos isso em assuntos como a fé… É o tipo da coisa que eu penso mais quando falo em sobrenatural. Porém, “Fringe” está mais conectada com a ciência do que com o isso. A maior parte da ciência apresentada na atração é baseada em coisas que são realmente possíveis. Mas não é meu trabalho entender por que essas coisas acontecem. Eu não pesquiso nada do que é falado. John compreende melhor que eu a razão dos acontecimentos.

Já passou por uma experiência sobrenatural?

Não. As pessoas sempre me perguntam isso. Mas sabe quando você vai dormir e ouve vozes, como de pessoas que já faleceram ou de quem você não fala há muito tempo? Acredito que isso seja a nossa memória somente.

O que você gostaria que acontecesse com Olivia na trama?

Eu acho que seria incrível se houvesse mais universos paralelos e outras Olivias em cada um deles, o que distanciaria mais e mais da verdadeira personagem. Queria interpretar uma Olivia a 20 universos de distância (risos).

Como você descreve a sua personagem?

Olivia é gentil e bastante séria. Eu acho que nunca interpretei alguém como ela. Quer proteger as pessoas e fazer seu trabalho da melhor maneira possível. Mas também não podemos esquecer de Bolivia (também interpretada pela atriz), que vive num universo paralelo. As duas fazem o mesmo trabalho, a mesma coisa, mas Bolivia quer sempre vencer a qualquer custo. Ela é competitiva, enquanto Olivia quer ser a melhor no que faz.

Você se acha parecida com Olivia?

Hum… Eu acho que posso ser bem séria às vezes, talvez um pouco mais do que o necessário. Mas eu gosto mais de pessoas em geral do que a Olivia (risos).

Até agora, qual foi a cena mais difícil?

Foi no final da segunda temporada, quando minha personagem foi para o universo paralelo. Havia uma cena em que Olivia e Bolivia se encontravam e lutavam. Foram cenas técnicas, apesar de divertidas.

Como foi parar em “Fringe”?

Eu estava na Austrália fazendo alguns testes, quando recebi uma ligação e fui chamada para um processo seletivo para “Fringe”. Foi tudo muito rápido. Na manhã do dia seguinte, recebi uma ligação para negociar o contrato. Nos Estados Unidos, eles fazem isso antes de oferecer o trabalho, um procedimento que não é comum na Austrália. Eu ainda não sabia nem o que faria na série exatamente!

Lembra como foi o primeiro encontro com o responsável por “Lost”, J.J. Abrams?

Assim que me ofereceram o papel, peguei um avião para encontrar J.J.. Na época, ele filmava “Star Trek”. Eu nunca tinha estado em um desses grandes estúdios, estava muito nervosa. Em meio aos cenários do filme, eu o encontrei. Foi surreal! Naquela noite, voei para o Canadá para começar a gravar a série. Tive a ajuda de um professor para me ensinar o sotaque americano e, dois dias depois, já estava trabalhando.

Fonte: o GLOBO

postado: carolline

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